terça-feira, 19 de julho de 2011

Revista Época

Na revista Época de 24/06/2011, há uma reportagem interessante sobre o uso de tecnologia na educação. O que você acha? A tecnologia se justifica por si mesma? Acrescenta algo na educação? 


O uso de tecnologia na educação justifica-se por si mesma, para que o aluno aprenda a usar tecnologia através e para a educação, ou a tecnologia realmente melhora a qualidade do ensino-aprendizado? 

Enquanto isso, em Indiana...

No estado de Indiana, nos EUA, o ensino da escrita cursiva já não é mais obrigatório... Veja aqui. Será bom? Será ruim? Bem, há análises interessantes...

Folha Online - Educação - Ensino da letra cursiva para crianças em alfabetização divide a opinião de educadores - 17/05/2010

Folha Online - Educação - Ensino da letra cursiva para crianças em alfabetização divide a opinião de educadores - 17/05/2010

Será o fim da escrita cursiva? Agora só em computadores, celulares e tablets? Isso é bom ou é ruim?

Folha de S.Paulo - Hospitais e ONGs empregam educador - 17/07/2011


Hospitais e ONGs? Será que isso se sustenta? Há demanda por educadores, ou é só moda? Será um nicho restrito?

Folha de S.Paulo - Administração, direito e pedagogia mudam perfis - 17/07/2011


Será que a carreira em pedagogia vai demandar novos perfis de profissionais em quantidade suficiente? Será que a formação dos profissionais vai atender a necessidade da sociedade?

Raso Demais

Raso demais é um blog sobre a superficialidade do ensino e aprendizado atual. O nome é inspirado no livro The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains, de Nicholas Carr, que ficou na lista final do Prêmio Pulitzer de 2011. Depois comento mais sobre o livro...


Agora vai! Em seu livro, Nicholas Carr argumenta que o tipo de leitura que fazemos na internet, extremamente rápido, em que escolhemos os links que vamos seguir em alguns segundos, em que não fixamos os olhos, não lemos mais de um parágrafo continuamente, corremos os olhos pelas notícias, absorvemos as informações superficialmente, etc... não apenas desfavorece o aprendizado, mas nos acostuma a este tipo de leitura, alterando o comportamento de nosso cérebro face à leitura, dificultando a concentração em textos longos e profundos. Ou seja, o tipo de leitura na  navegação na internet desfavorece o aprendizado, a retenção de informações, etc... O autor fornece diversos casos e exemplos para ilustrar sua tese. Cita inclusive o livro do Norman Doidge, The Brain that Changes Itself, que fala da neuroplasticidade do cérebro humano e de como ele se acostuma a realizar tarefas a partir da execução repetitiva. 


Tocando em miúdos: a tecnologia pode fazer um desfavor na educação. Principalmente em crianças, que podem estar sendo preparadas para nunca lerem um livro de cabo a rabo.


Antes de justificar o blog, vão notícias importantes de anteontem (17/07/2011) e ontem (18/07/2011).