quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Menino do Pijama Listrado

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final sobre os judeus. Também não faz ideia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar e nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca e para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças, Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai.
O Menino do Pijama Listrado é uma fabula sobre amizade em tempos de guerra e sobre o que acontece quando a inocencia é colocada diante de um monstro terrível e imaginável.
Uma história comovente que revela a inocência infantil mesmo em situações extremas, com um final ainda mais surpreendente. Uma leitura extremamente emocionante e envolvente!

Livro: Mulheres de Cabul


Aproveitando a contribuição da Raísa com a postagem sobre o livro "A Cidade do Sol", indico à todos o livro "Mulheres de Cabul". A temática é a mesma, porém, não se trata de um romance, o livro é resultado da experiência da jornalista Harriet Logan que visitou o Afeganistão para ouvir e fotografar dezenas de mulheres durante o regime Taleban e depois dele.
Para quem não sabe, este foi um regime radical que impôs uma série de regras, dentre elas: não sorrir em público, não soltar pipas, não ouvir músicas, não usar batons, esmaltes, a obrigatoriedade da burca e diversas outras, igualmente absurdas. Mas, temos de ter cuidado para não generalizarmos os fatos por conta do período Taleban. Precisamos conhecer a cultura dessas mulheres, entende-la.
Nós, "seres ocidentais", elaboramos preconceitos e tendemos a acreditar que nossa realidade é melhor, que somos livres de fato mas, atualmente já existem estudos que nos mostram o outro lado: mulheres que usam o véu, não como vergonha, mas como algo que faz parte de sua identidade.
Enfim, o livro é muito interessante! Nos faz pensar bastante, nos choca, nos comove. Leiam!


Para pensar: " A nossa liberdade não é absoluta. Quando viemos ao mundo, ele já existia, com as suas leis, as outras pessoas, etc. Temos uma liberdade condicionada por tudo o que existe além de nós"
Juan Luis Lorda

Ensaio sobre a cegueira







Esse livro me fez refletir sobre a vunerabilidade do ser humano. Enquanto homens e mulheres conscientes; racionais, muitas vezes não paramos para pesar sobre a nossa fragilidade perante a nossa existência. Mas, quando levados a refletir sobre o quanto estamos cegos e perdidos diante as complexidades da natureza e do mundo podemos perceber o quanto nossa existência é banal e, portanto facilmente extinta. Pois, sem a visão homens e mulheres jamais haveriam contruído algo para classificar como humanidade. Jamais haveriam inventado as tecnologias e, portanto não estariam vivênciando a era tecnologica. Não haveria HISTÓRIA, pois quem ecreveria livros... quem iniciaria as pinturas rupestres, quem inventaria o fogo, quem? quem?...



Porém, por mais que contemos com a visão quem de nós enxerga? A realidade, caros amigos, é que estamos cegos!!!!! uma cegueira de imagens, de falta de sentidos e sentimentos e não enchergamos a essência de nada.






E para quem prefere ver televisão ao invés de ler um livro, já é possível encontrar o filme: Ensaio sobre a cegueira com atores norte americanos. Mas para quem assistir o filme sem ler o livro será possível captar a essência da mensagem, porém, atropelará passagens importantes existentes somente no livro.






Polianna Teixeira Olegário

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Cidade do Sol - Khaled Hosseini


A Cidade do Sol conta a história de Mariam e Laila. Mariam tem 33 anos e viveu metade de sua vida num casebre isolado, distraindo-se com as flores, os mosquitos e as pedras de um riacho. Quando ela tinha 15 anos, sua mãe morreu e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Na grande cidade, Mariam cumprirá seu destino de mulher: servir ao marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos.

Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Sua mãe preocupa-se com os filhos que partiram para lutar contra os soviéticos, e esquece que a menina precisa tanto de sua atenção como os rapazes de suas preces. Laila vai à escola todos os dias, é inteligente, sonha com países distantes e com seu amigo, Tariq. Sempre soube que a vida era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos.

Confrontadas pela turbulência da história de um país, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram e estão absolutamente sós, com suas expectativas sobre a vida viradas de cabeça para baixo. A partir desse momento, embora o acaso - e também o ódio e a insensatez - continue a decidir seus passos, outra história começa a ser contada. Aquela que apaga as fronteiras entre países, entre idéias, entre Oriente e Ocidente, entre o justo e o injusto, amor e ódio, bem e mal, entre homens e mulheres.


A história do livro se passa no Afeganistão, um país castigado por guerras e divergências políticas. No regime Talibã tudo piora e nossas duas personagens são o retrato das mulheres daquele país na época: sofredoras, submissas, humilhadas. A leitura é uma viagem a uma cultura e costumes totalmente diferentes dos nossos, e o que mais impressiona, é que não é baseado em uma ficção, pelo contrário, esse país passou realmente pelas guerras e batalhas descritas no livro, e as mulheres são mesmo submissas e vivem sob o comando dos homens, como Mariam e Laila, e na época do regime Talibã as atrocidades eram ainda mais difíceis de aceitar. É uma leitura que prende a atenção do início ao fim e a história de nossas duas personagens emociona e nos faz refletir sobre o horror ao qual o homem é capaz de cometer.

Do mesmo autor do sucesso O Caçador de Pipas, A Cidade do Sol é uma leitura imperdível!

- "Assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher à sua frente. Sempre. Nunca se esqueça disso, Mariam."

- "Pode contar seus segredos ao vento, mas, depois, não vá culpa-lo por contar tudo ás árvores."








terça-feira, 23 de agosto de 2011

Os fazeres na Educação Infantil

Este livro é para quem gosta de educação infantil, na qual une teoria e prática em uma única obra. De fácil entendimento, o livro vai relatar o cotidiano de crianças pequenas e exemplicá-las junto a teoria.




É necessario que se compreenda que a educação infantil requer muito mais que brincadeiras, já que é nesta fase que os pequenos estão em pleno desenvolvimento. O papel do educador é sem dúvida muito importante, uma vez que, quando muito pequenos, a intervenção do adulto é fundamental.




O livro une vários autores e cada capítulo induz ao outro. São temas do cotidiano (início do ano, chegada à creche, hora do banho, entre outros) e temas com discussões importantes ( formação de professores, família, projetos), enfim um livro fascinante.




FERREIRA, Maria Clotilde Rosseti; MELLO, Ana Maria; VITORIA, Telma; (org). Os fazeres na educação infantil. São Paulo: Cortez, 2005.

sábado, 20 de agosto de 2011

Economista israelense dá as dicas sobre educação

Economista israelense dá as dicas sobre educação: ensino tecnológico sozinho não resolve. Link aqui.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A Menina que Roubava Livros


Gosto deste livro porque a morte narra a história de Liesel Merminger, uma garotinha consegui tapear a morte por três vezes. Impressionada, a ceifadora de almas decide nos contar sua trajetória, pois, como ela mesma diz, em seu ramo de trabalho, o único dom que lhe salva é a distração, pois mantém sua sanidade.

Este livro é um retrato da Alemanha Nazista, as cores, os desenhos, as palavras, os livros, as aventuras vividas por Liesel e Rudy, amizades construídas sobre a dor, a miséria, a luta pela sobrevivência, como a da garota e seu pai adotivo, Hans, e a da menina com Max, um judeu que cruza sua vida e a marca definitivamente. E a partir deste judeu o autor tece o panorama desta época sombria, compondo os contornos cada vez mais macabros e dolorosos, no entanto permeados por aventuras infantis e sentimentos nobres.

Esta narrativa é apenas uma entre as que a Morte poderia contar, pois foi escolhida no acervo de experiências que ela transporta em si, ela tenta compreender a natureza humana e a importância de sua existência. Entretanto Liesel também está em uma busca constante pelo sentido da vida, em meio à miséria, à morte e à destruição. Nesta busca pela compreensão da essência da vida, a garota é guiada pelas palavras, que coincidentemente ou não as palavras a perseguem desde sua primeira perda, a do irmãozinho que ela vê morrer a seu lado, em um trem no qual é levada para uma nova vida.

Nota-se que o autor Markus Zusak destaca neste romance a importância das palavras em um dos momentos mais dolorosos já vividos pela Humanidade. Palavras que constroem e destroem, que Liesel ama e odeia. As cores também se sobressaem nesta história que se passa na época do Nazismo, em plena Alemanha hitleriana, narrada por ninguém menos que a Morte. Aliás, a morte tem um jeito bem peculiar de interpretar as lembranças de Liesel, gravadas em seu diário na verdade um livro, no qual a menina se reconcilia com as palavras e grava a essência de sua existência, perdido durante a Guerra e resgatado pela Morte, que o traduz ao leitor.

Conclui-se que o autor confronta com os fantasmas do passado, presente nas famílias durante o nazismo. Entretanto a morte tenta provar para a si mesmo e também para o leitor que a vida, apesar de tudo, vale a pena.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Daniel Piza

Para quem não conhece, Daniel Piza é um dos melhores jornalistas de sua geração. Tem a minha idade, nascemos no mesmo ano, e estamos virando dinossauros juntos. O texto Discernimento.com fala da superficialidade e da velocidade ao acesso à informação em nossos dias.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O professor será necessário?

Do jeito que a coisa vai, em algum tempo futuro o professor não será mais necessário. Não o professor da educação básica, mas talvez a partir de algum ponto do ensino médio, ensino superior e pós-graduação, o professor torne-se dispensável. 

Na verdade, este é uma das coisas que mais desejo. Se meus alunos se tornassem auto-suficientes em relação a sua educação, pudessem aprender sozinhos, através de livros, sites, colegas, blogs, etc., não precisariam mais de mim. Eu estaria sem emprego, procuraria outra coisa pra fazer, mas estaria satisfeito... Será que o futuro é esse?


Afinal, não é para isso que ensinamos, para dar independência intelectual aos alunos? E se os ajudássemos tanto que eles não precisassem mais dos professores? Não seria este o ápice da realização do professor? Não seria esse o seu nêmesis? Em meu princípio está meu fim, como dizia T. S. Eliot...

Site Techtudo

Outro site com notícias sobre tecnologia é o Techtudo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Livros nada rasos



Quem já muito leu, leu coisas boas e coisas ruins. Espero que a maioria seja de bons livros. Há livros superficiais, que lemos como uma revista em quadrinhos. Mas há também livros profundos, que nos cortam ao meio quando nos identificamos com a história, com os personagens, com as situações. Quais foram os livros profundos que leram e os marcaram? Vamos ver se todos postam pelo menos uma obra aqui. O último grande livro que li foi As Benavolentes, de Jonathan Littell, prêmio Goncourt de ficção na França. Foi um estardalhaço na Europa, mas parece que agora se agora esqueceram um pouco dele. Trata-se das memórias de um ex-oficial da SS durante a tentativa nazista de estabelecer o III Reich. Desencavou alguns esqueletos esquecidos e ódios tolerados, feridas abertas da Europa desunida. Quase mil páginas. Impressionantemente humano e assustadoramente monstruoso, denso e longo. Tipo do livro bom.

Site Inovação Tecnológica - Tudo o que acontece na fronteira do conhecimento

Mais uma dica sobre tecnologia: veja o site Inovação Tecnológica - Tudo o que acontece na fronteira do conhecimento.

Olhar Digital - Tecnologia para você!

Dica sobre notícias de tecnologia: veja o site Olhar Digital - Tecnologia para você!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

L.I.V.R.O.

Além disso, há o L.I.V.R.O., dispositivo também utilizado para ensino e aprendizado. Vale a pena conferir.

Tablets e Readers

Na era digital, computadores, tables e readers são obrigatórios para acessar e processar informação. Entre os tablets disponíveis, o Ipad é o primeiro e mais famoso. Entre os readers, a contrapartida é o Kindle. Cada um tem vantagens e desvantagens. Depois comento isso.

Escola sem papel

Reportagem da Revista IstoÉ diz que a Coréia do Sul vai abolir o papel nas escolas, utilizando tablets. Além de ser mais ecológico, vai preparar os alunos para submergir completamente no mundo digital. Parece uma tendência sem volta, não. É como a primeira mordida no fruto proibido. Segue o link.



University College of London

Há uma pesquisa do University Collego of London, datando de 2010, sobre o assunto. Vai o link.

Artigo sobre Nicholas Carr na Veja

Há um artigo sobre o livro The Shallows, de Nicholas Carr, na Veja. Segue o link.