sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A Menina que Roubava Livros


Gosto deste livro porque a morte narra a história de Liesel Merminger, uma garotinha consegui tapear a morte por três vezes. Impressionada, a ceifadora de almas decide nos contar sua trajetória, pois, como ela mesma diz, em seu ramo de trabalho, o único dom que lhe salva é a distração, pois mantém sua sanidade.

Este livro é um retrato da Alemanha Nazista, as cores, os desenhos, as palavras, os livros, as aventuras vividas por Liesel e Rudy, amizades construídas sobre a dor, a miséria, a luta pela sobrevivência, como a da garota e seu pai adotivo, Hans, e a da menina com Max, um judeu que cruza sua vida e a marca definitivamente. E a partir deste judeu o autor tece o panorama desta época sombria, compondo os contornos cada vez mais macabros e dolorosos, no entanto permeados por aventuras infantis e sentimentos nobres.

Esta narrativa é apenas uma entre as que a Morte poderia contar, pois foi escolhida no acervo de experiências que ela transporta em si, ela tenta compreender a natureza humana e a importância de sua existência. Entretanto Liesel também está em uma busca constante pelo sentido da vida, em meio à miséria, à morte e à destruição. Nesta busca pela compreensão da essência da vida, a garota é guiada pelas palavras, que coincidentemente ou não as palavras a perseguem desde sua primeira perda, a do irmãozinho que ela vê morrer a seu lado, em um trem no qual é levada para uma nova vida.

Nota-se que o autor Markus Zusak destaca neste romance a importância das palavras em um dos momentos mais dolorosos já vividos pela Humanidade. Palavras que constroem e destroem, que Liesel ama e odeia. As cores também se sobressaem nesta história que se passa na época do Nazismo, em plena Alemanha hitleriana, narrada por ninguém menos que a Morte. Aliás, a morte tem um jeito bem peculiar de interpretar as lembranças de Liesel, gravadas em seu diário na verdade um livro, no qual a menina se reconcilia com as palavras e grava a essência de sua existência, perdido durante a Guerra e resgatado pela Morte, que o traduz ao leitor.

Conclui-se que o autor confronta com os fantasmas do passado, presente nas famílias durante o nazismo. Entretanto a morte tenta provar para a si mesmo e também para o leitor que a vida, apesar de tudo, vale a pena.

2 comentários:

  1. Sempre tive vontade de ler este livro, e lendo este comentário a vontade cresceu ainda mais, espero poder lê-lo após a faculdade,pois agora é impossível!

    ResponderExcluir
  2. esse livro é emocionante, vivemos com Liesel momentos marcantes na história da humanidade, e cada vez que avançamos na leitura, menos compreendemos o horror da Alemanha Nazista, como homens foram capazes de tamanha crueldade. E através da história da ladra de livros, nos conectamos mais e mais com sua busca pela vida nos livros que rouba....uma leitura imperdível!!!

    ResponderExcluir